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A mesma ignorância de achar que muito sabe

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Então você percebe que as pessoas mudam com decorrer do tempo, inclusive, você também está incluso da lista de alterações. Algumas são bem pequenas, outras são exorbitantes e expressas apenas em muitas palavras. Nada continua do mesmo jeito, nem aquela árvore plantada na memória da sua infância possui mais as mesmas formas. Ainda bem! Não sei se com vocês também é assim, mas eu tenho um pavor enorme de “mesmice”, aquela coisa chata das mesmas visões de sempre, do mesmo comportamento oriundo de uma única opinião e da velha maneira de agir baseada em lições que nunca existiram. Até uma colcha de retalhos muda, porque não podemos sofrer transformações também? Isso não significa que é para uma vertente inferior ou para um caminho que não seja tão bom assim. Na verdade, aliás, na minha concepção de verdade, pessoas que passam por esta vida  com as mesmas ideias que possuía desde o início ou é muito sábio ou é ignorante. Pois, para mim, é impossível conhecer novas culturas, n...

Like a bird

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Sometimes,             I feel like a bird with its wings open. Seeing the immensity of the blue sky, feeling the wind in its face. Finally, free and brave! When the birds are caged, they cry, they lose their strength, nothing is nice, they just see the cage and then, it closes its wings. But, when they escape or are set free, they come back to smile to never again be caged in the same prison. For this, never hold a bird, cause they will never forget how to fly. Gabriela Castro Lima Aguiar

Tô sem saco

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Tô sem paciência com todo mundo Que se dane o diálogo profundo Hoje não quero papo com ninguém Eu sei que depois fica tudo bem Deixe em paz minhas lamentações Não quero ouvir essas sugestões Nem chorar em qualquer ombro Eu mesma recolho meu escombro O motivo tanto faz Naquela tumba onde ali jaz Um pedaço da minha euforia Não dá pra ser só alegria E por favor não mais se aproxime Na tentativa de que algo me anime Só preciso ficar aqui na minha Calada, quietinha, sozinha. Gabriela Castro Lima Aguiar

Quando de TPM...

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E na necessidade de falar, calou-se. Pensou consigo mesma que já não bastavam palavras. Aliás, nada era suficiente para suprir as enfermidades que afetavam sua mente. Talvez houvesse uma cura no tempo ou um contorno mais fácil para o fim do rio. Calou-se. A dor agora lhe afetava os ossos, psicológico ou não, incomodava. Todos percebiam sua inquietação, mas também calavam-se. Tão comum se aquietar quando não se sabe o que fazer... Agir parecia mais fácil, abraços, sorrisinhos de canto de boca e tapinhas discretos no ombro. A intenção provavelmente seria confortar, deveria ser. Continuava calada, entre falar o desconexo e omitir-se preferia a segunda opção. Na verdade, nem entendia o que era o problema, talvez nem houvesse algum. Aliás do que mesmo estavam falando? Só queria estar em silêncio. Ouvir o canto das suas próprias lágrimas e a explosão dos seus hormônios potencializando sentimentos. Gabriela Castro Lima Aguiar

Querido diário,

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               Há quanto tempo não lhe escrevo? Provavelmente desde que era criança. Hoje resolvi voltar a contar coisas decifráveis para um caderninho, o qual espero que ninguém leia. Antes o escondia nos lugares mais difíceis possíveis, debaixo do colchão, no fundo da gaveta ou dentro de um livro bem grande. Afinal, meus maiores medos deveriam ficar bem guardados para que ninguém soubesse o pavor que tinha de ficar sozinha no escuro.             Não posso esquecer também que discorria para falar das minhas paixões, por pessoas, coisas e algum príncipe inexistente. Pois bem, a cada dia descubro novas coisas das quais gosto e as vezes esqueço algumas que antes amava. O tão sonhado príncipe talvez tenha mudado um pouco. Ele não tem cavalo branco, nem é alheio a sua própria vontade. Foram adicionados a ele uma dosagem uniforme de realidade e uma quantidade de ironias e sorrisos. ...

Asas e rimas

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Escrever por horas me perturba o juízo Em dias chuvosos de puro desdém As palavras inocentes caem como granizo Na folha branca que não a contém Quem me dera poder fazer algo mais Sentidos cruzados de uma prosopopeia Fantasias e máscaras de coloridos carnavais Talvez se admirasse a curta odisseia Asas esculpiram-se da fina coluna Pequenas, para não chamar atenção O céu preencheria uma grande lacuna Que há tempos brota de solidão E daqui partem rimas intercaladas Ricas, pobres, doentes, aflitas! Mas por dever  foram galgadas Em simples casas de palafitas Gabriela Castro Lima Aguiar

Com certeza não se governam sentimentos

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- Eu acho.             Ela amava dizer. Ele odiava ouvir.             - Por que você não tem certeza? Você não tem querer não? Desejo de que as coisas aconteçam?             Ela suspirava. Não é que não quisesse, não que não desejasse. Só não tinha segurança suficiente pra dizer o que aconteceria, na verdade, ela julgava que era impossível prever o futuro, por isso evitava dizer coisas concretas. Não havia um porquê, ou talvez houvesse mesmo, mas não queria pensar muito sobre isso.             Ele não entendia. E isso o confundia. Sempre tinha certeza de tudo, se queria alguma coisa ele dizia e ponto. Ter medo de que? O importante era ser feliz. E escolher ser feliz era uma opção tanto racional quanto passional. Aquela menina já estava torrando todos os seu...